ELEIÇÕES DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL EM ANÁPOLIS

Bom.
Como advogado inscrito nessa maravilhosa instituição em Goiás, nos últimos 30 anos e, além disso, militante em Anápolis, nesse mesmo período, não poderia deixar de tecer alguns comentários sobre o próximo pleito eleitoral classista.
Acredito que, utilizar esse assunto para retornar aos meus momentos de digressões literárias, poderia ser entendido como afago político.
Mas não.
Apenas uma visão, do atual cenário político, de alguém que, efetivamente participou e participa da política classista em suas entranhas.
Por algumas vezes, conselheiro do Conselho Seccional, por algumas vezes juiz do Tribunal de Ética, por algumas vezes Presidente de Comissões Temáticas da Ordem, tanto no Conselho Seccional, quanto na Subseção. Orgulhoso de ter sido presidente da CAJ-Anápolis, um de seus primeiros, senão o primeiro.
Enfim, uma pessoa que ama a Ordem dos Advogados do Brasil, mas sobretudo, um advogado que ama o que faz, a advocacia.
Por isso, me sinto no direito, de tratar de um assunto tão caro para nós advogados. Que sempre vivemos momentos de dificuldades, na base obviamente, mas que sobretudo, nessa época de pandemia, estamos sofrendo de forma aviltante.
E não falo isso, porque a CASAG não autorizou o pagamento de auxílios, e a OAB-GO chancelou ao julgar recursos. Somos profissionais do direito, e temos a plena consciência que a Ordem não é uma ONG.
Mas me refiro à falta de respaldo que os advogados estão tendo, no que tange a suas prerrogativas, ao persistirem, de forma hercúlea, no seu labor.
O que se tem visto em todo o Estado, mas especificamente em Anápolis, é uma sucessão de equívocos, para não afirmar, omissões, de nossos representantes, sejam eles da Subseção, sejam eles da Seccional.
Estamos sendo alijados da pista, por um judiciário que se mostra egoísta, monárquico e totalmente distante do debate. Ora, para ser mais direto. Desde o início da pandemia, com a efetivação do trabalho home office, que tenho certeza, além de um marco, é o futuro de nossas profissões, não há colaboração do poder judiciário.
E não afirmo isso acerca da instância mais alta. O Tribunal se mantém irretocável em seus atos e julgamentos. Os Desembargadores assimilaram a nova realidade, com reuniões virtuais com advogados, atendimentos primorosos e julgamentos céleres.
Mas a instância de base. Essa se mantém distante do futuro, com juízes ineficazes em seu labor, posto sempre estarem indisponíveis para atendimento virtual. Assistentes que sequer respondem os e-mails e whatsaps, e processos que padecem por tempo indefinido, com andamentos inertes à meses.
E o interessante, é que, toda a advocacia Anapolina vem reclamando, discutem nos grupos sociais, expressam sua indignação, e a OAB – Subseção, em nada se manifesta.
E afirmo isso com convicção, porque, tenhamos certeza, não somos crianças, como acima dito. Resta óbvio que a diretoria da Ordem em Anápolis, acompanha, por meio de correligionários, o que vem acontecendo nos grupos sociais.
Não posso acatar medidas meramente eleitoreiras, como a futura inauguração do “Novo Bar do Clube da OAB”, quando vejo todos os dias, colegas reclamando de Alvarás que não saem, de processos que não andam, de juízes que não despacham, que não atendem advogados no Fórum de Anápolis.
Tenho plena consciência que o novo bar será um novo momento em nossa vida social. Mas tenha plena certeza de que processos tramitando, alvarás sendo entregues, juízes atendendo advogados, são medidas muito mais importantes.
Com certeza iremos para o novo bar do clube da OAB, com os ânimos renovados, alegria no semblante, porque nossa retaguarda em nosso trabalho está sendo garantida pelos nossos dirigentes que deveriam ser diligentes e excelentes.
Mas, com grande respeito aos colegas que elegemos, porque realmente gosto de cada um deles, acredito que há um ponto na curva, onde se perderam, deixando os mais interessados totalmente relegados e, se preocupando com algumas situações que, a meu ver, poderia ficar em segundo plano.
Efetivamente, espero que os novos gestores sejam advogados. Não os que ficam tão somente atrás de suas mesas, com a devida vênia a esses, mas advogados que militam, que se preocupam com a profissão, que não aceitam uma colega, grávida, ser obrigada a passar pelo detector de metais do Fórum local, como aconteceu.
Advogados que se preocupam com os colegas que, por ordem ilegal de uma diretoria do Fórum local, determinam que os advogados devem se submeter à fila de entrada do Fórum, como os outros cidadãos e, aqui, sem qualquer preconceito, no exercício de nosso mister, à trabalho, e advogado não vai ao Fórum passear, não podemos ser tratados dessa maneira. Temos prerrogativas constitucionais e legais.
Não existe uma pirâmide, mas uma tríade, onde as profissões estão na mesma estatura, portanto, que sejamos respeitados, mas sobretudo, que saibamos exigir esse respeito desde a escolha de nossos dirigentes, mais especificamente, nossos dirigentes em Anápolis.

Que tenhamos consciência e certeza do que queremos para nossa ADVOCACIA!!!!

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